Reblogagem do "Via Tarot" - Como é a sua consulta?


Uma das pessoas que acompanho na vida virtual, Cacau Gonçalves e seu blog "Via Tarot" possuem textos incríveis. Um deles condiz muito com o que penso a respeito de uma consulta e, por este motivo, o republico aqui. Os destaques são meus. Apesar dela estar falando do tarô, são detalhes que também servem bem numa consulta com o Baralho Petit Lenormand. Com vocês, Cacau Gonçalves.

Como é a sua consulta?


Hoje, eu li o email de uma moça que acompanha o Via Tarot e resolveu fazer uma consulta, mas antes gostaria de sanar uma série de dúvidas resultantes, em parte da sua curiosidade, em parte da sua experiência com outros profissionais. Achei tão válidos os questionamentos e tão explicativa a minha resposta, que resolvi transformar em postagem e trazer aqui para o blog. Espero que gostem!

Comecemos pela consulta. Quando ela é completa, incluindo mandala e perguntas, eu prefiro que a pessoa não fale nada antes e eu faço primeiro a leitura da mandala e já apresento um quadro geral da situação. Assim, não sou influenciada por nada que ela diga e posso ver com mais clareza o que o tarot informa. Depois, a pessoa faz perguntas no restante do tempo. Na consulta de meia hora, como não temos tanto tempo para fazer isso, peço perguntas mais objetivas do tipo "o que posso esperar para a minha vida afetiva nos próximos 3 meses?" E a partir do que sair neste primeiro jogo, depois podemos ir esmiuçando a história através de outras perguntas, durante o tempo previsto. Já aconteceu da pessoa preferir me contar a "história pregressa" antes, então ela envia um email uns dias antes, contando tudo que acha importante e no dia vamos direto para as perguntas, pois então eu já estou sabendo do panorama geral.
Bem, agora eu vou te falar sobre a minha abordagem de jogo, que costuma ser diferente do que se vê de um modo geral. O meu foco, definitivamente, não é adivinhar o que vai acontecer, muito menos afirmar em quantos dias isso vai acontecer. Por duas razões:

1) Eu não acredito neste nível de precisão... O tarot não é um relógio ou um calendário, e o tempo é definido muito pela forma como a pessoa é e as outras pessoas envolvidas na situação também. Vou te dar um exemplo: tenho clientes que fazem uma consulta completa, religiosamente, a cada três meses, porque esse é o tempo em que as coisas que saíram no jogo vão se mostrando... Outros aparecem a cada seis meses e outros a cada ano. E outros ainda em um mês e meio me procuram dizendo que tanta coisa já aconteceu e mudou sua vida, que precisam fazer um novo jogo. As pessoas são diferentes. Pessoas mais ansiosas costumam atrasar os acontecimentos, digamos assim... Enquanto aquelas que pensam menos e agem mais permitem que os processos se realizem de maneira mais ágil. Eu, de um modo geral, recomendo uma consulta a cada 3 meses, a não ser que algo totalmente novo surja pelo caminho e a pessoa sinta a necessidade de fazer uma nova consulta antes que os 3 meses se completem. Pra mim, seria muito fácil fazer o contrário: estimular a dependência da cliente e ganhar mais, mas eu prezo, antes de tudo, o bem dos meus clientes, quero que as pessoas aprendam a lidar com suas ansiedades.

2) Eu acredito que somos nós que construímos o nosso futuro, dia a dia. O tarot serve para mostrar tendências, se vamos confirmá-las ou transformá-las, isso é nosso livre arbítrio. Por isso, meu tarot é de orientação. Eu mostro a tendência... Se ela for positiva, a pessoa continua agindo da forma como vinha fazendo antes, se for negativo, a pessoa precisa mudar suas posturas diante da vida. Outro detalhe: não sou eu que dou conselhos... Não sou eu dando a minha opinião. É o tarot que mostra o que a pessoa deve fazer. E quando, por acaso, eu sinto o impulso de opinar, eu aviso que é algo que eu estou "sentindo" ou pensando e que isso não tem a ver com as cartas. Gosto muito de diferenciar uma coisa da outra.
Minha relação com o tarot envolve a responsabilidade do que se diz a alguém e o tanto que isso pode influenciar seus passos a partir daí. Uma consulta de tarot pode funcionar como uma "maldição" se o profissional der o enfoque para os aspectos negativos, sem mostrar soluções e possibilidades. E eu te pergunto: se o tarot mostrasse somente o que vai acontecer, sem possibilidade de mudança, de que adiantaria saber o que vai acontecer adiante? Somente para sofrer antecipadamente ou para "deitar em berço esplêndido" e não fazer nada, já que tudo vai dar certo mesmo? Não acho isso nada produtivo.

Em termos práticos, o tarot é muitas vezes mágico e mostra com uma exatidão incrível o que vai acontecer em seguida? Sim! Vira e mexe alguma cliente me escreve e diz: "Nossa! Aconteceu exatamente o que você falou e eu nem imaginava de que jeito isso poderia acontecer!" Isso é muito gratificante! Mas eu acho ainda mais gratificante quando uma cliente me escreve e diz: "olha, você falou que eu deveria mudar nesta postura e eu resolvi te ouvir e mudei e agora estou muito feliz porque consegui transformar uma série de situações da minha vida". Isso me deixa muito mais feliz ainda!

Existe uma verdade sobre a qual não podemos contestar, já dizia Newton...rs A toda ação corresponde uma reação. O que acontece na sua vida é resultado das suas ações... E também dos seus pensamentos e sentimentos, que vibram de uma maneira capaz de materializar situações, atrair ou repelir pessoas. Meu maior objetivo com o tarot é mostrar claramente isso, através do jogo e mostrar onde as coisas estão fluindo bem, onde há bloqueio, quais talentos você tem disponíveis e quais limitações estão atrapalhando a sua vida. A ideia é essa! ;-)

Bem... Acho que é isso! rs Ah, sobre "errar", nunca contabilizei isso... Mas pensando rapidamente me lembro de uma meia dúzia de vezes, nestes 16 anos de trabalho, de situações em que apesar do jogo mostrar uma coisa, a cliente insistia em "resignificar" o que saiu, tentando empurrar a situação para o que ela queria. Depois me procurava e dizia que tinha "dado errado" o jogo e então eu perguntava "em que aspecto, exatamente?" e ela me dizia. Então, ia lá nos meus arquivos e mostrava pra ela: "veja só o que eu escrevi aqui... É a mesma coisa que vc está falando?" Não... Nunca era...rs Daí a razão de eu sempre recomendar a todo mundo fazer o jogo por escrito ou para quem prefere o skype, gravar a consulta. Assim, evita-se qualquer mal entendido resultante da ansiedade ou dos desejos.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço por sua participação!